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Alta Administração e Mulheres

Apenas duas mulheres comandam empresas de capital aberto que compõem o Ibovespa em jun/22.

Mulheres e Alta Administração

Um levantamento feito pelo Estadão, cujas informações foram obtidas nos sites de relacionamento com investidores, entre 16 e 19/mai/22, indica:

  • Maior existência de cargos no conselho de administração que em diretoria,

  • Maior representatividade de mulheres em conselhos do que em cargos de diretoria


O que justificaria ter mais mulheres em conselho que em diretoria? Alguns especialistas entendem como pressão de mercado, o que não aconteceria nos cargos executivos.


Por outro ângulo, o fato de haver mais posições preenchidas por mulheres em conselho, não é sinônimo de haver mais conselheiras que executivas, pois é possível estar em mais de um conselho. Já no cargos executivos, dificilmente ocorre.


Faltam mulheres para cargos executivos?

Sabemos que grande parte dos cargos de alta administração são preenchidos por professionais seniores. Será que as mulheres seriam mais impactadas pelo etarismo no momento de promoção? Sendo que em conselhos não seria um impeditivo.


Por outro ângulo, o fato de haver mais vagas em conselhos, não significa mais mulheres, pois é possível estar em mais de um conselho. Já no cargos executivos, dificilmente ocorre trabalhar em mais de uma empresa.


A idade média do conselho de administração no Brasil, segundo estudo da KPMG, seria de 57 anos.


A participação feminina em alta direção e conselhos é um problema global.

Segundo um estudo da Deloitte com 51 países, "Women in the Boordroom", participação feminina em 2021:

  • Em conselhos de administração estaria em 19,7% e

  • 5,0 % na presidência executiva.

  • O Brasil se encontrava na 39ª posição em conselhos de administração.


Avanços ocorrem na União Europeia (27 países)

Em 07/jun/22, após 10 anos de impasse, os legisladores chegaram a um acordo para garantir paridade de gêneros em empresas de capital aberto.


O objetivo para 30/jun/26 é que tenha pelo menos 40% de participação de mulheres em conselhos sem função executiva, ou 33% de todos os cargos de diretoria em todos os países membros.


Por enquanto, a França é o único país que ultrapassou 40% de participação de mulheres em conselho. A média em mar/22 estava em 30,6%. Existe um diferença significa entre os países membros.


 

Todos estes estudos são baseados em empresas de capital aberto, que publicam seus demonstrativos financeiros. Estas empresas costumam ter milhares de funcionários, com vários níveis de liderança e carreiras em Y . Pode haver uma distorção se comparada ao mercado com um todo.


Assuntos a pesquisar.... ainda tem muito para melhorar....

 

Para saber mais:

 

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