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Desafios da Governança Corporativa

Em qualquer crise os negócios e seus sistemas são desafiados. O ambiente de incerteza exige adaptações e a aceleração das mudanças tecnológicas aumentou a necessidade de agilidade nas empresas em todos os níveis. Produtos, formas de distribuição e comportamento do consumidor foram afetados e transformados muito rapidamente. As áreas das empresas e seus órgãos deixaram de ter papéis estanques e precisaram se reinventar num curto espaço de tempo, já que a pandemia obrigou a mudanças bruscas no comportamento de todos.



Mas qual o impacto da crise na Governança Corporativa das empresas?

Tanto os princípios básicos quanto os agentes de governança tiveram seus papéis alterados e muitas vezes ampliados.


O Conselho de Administração, que em sua definição, tem papel estratégico, zelando pela perpetuidade da organização, pelo alinhamento entre os interesses dos sócios e as decisões da diretoria e pela comunicação de seus princípios e valores aos stakeholders, se viu envolvido no dia a dia da empresa, participando mais ativamente dos comitês de crise e dando suporte à diretoria nas decisões. Novas qualificações passaram a ser exigidas dos conselheiros, em especial, o entendimento dos impactos da tecnologia nos processos e no comportamento do consumidor. O desafio é avaliar se os membros estão preparados para o novo ciclo de negócios que já estamos vivendo e também quais as premissas para o planejamento do futuro.


As empresas que possuíam um Comitê de Crise foram mais ágeis, apesar de ninguém ter previsto uma pandemia de proporções mundiais. Cada vez mais, os comitês de assessoramento ao Conselho serão úteis no processo decisório. O gerenciamento de riscos passou a ser obrigatório, avaliando-se constantemente os riscos e a tolerância a eles que a organização deseja.


A área de Compliance ampliou ainda mais sua relevância, diante da necessidade de atualização de políticas para atender a demandas emergenciais, como doações, e para cumprir a infinidade de regras que foram publicadas na pandemia. Como conciliar o cumprimento das normas dos códigos de conduta com a flexibilização de processos que a crise exige? A forma de atuação teve que ser revista visando entender as novas necessidades e regras, traduzi-las em ações e orientações que impactam a governança real, a cultura, ao mesmo tempo tomando o cuidado de preservar os princípios e valores da organização.


As práticas ASG (Ambiente, Social e Governança) passaram a ter destaque tanto para consumidores quanto para investidores. O respeito ao meio ambiente, a inclusão, a diversidade, o impacto na sociedade, são alguns dos temas relevantes do cenário no Brasil e no mundo. A empresa tem que provar a coerência entre seu discurso, sua comunicação e prática de suas ações. As redes sociais proporcionam visibilidade e ao mesmo tempo expõem as ações à análise da população em geral, o que afeta a imagem e reputação da empresa.


Estamos vivendo um momento rico para se discutir a jornada das organizações, quais são seus gaps, suas oportunidades, quais os benefícios e impactos das mudanças no curto e no longo prazos.

Precisamos refletir sobre qual será o papel da tecnologia, desde o home office até os processos produtivos, relação com clientes e fornecedores, culminando com o aprendizado das oportunidades que ela traz para se reinventar a empresa.


A Governança é um sistema vivo, evolutivo, que busca a criação de confiança entre todas as partes relacionadas e o grande desafio será continuar aprimorando o planejamento estratégico diante de tantas variáveis e incertezas.

Fonte da Imagem: Wix Business Meeting

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