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Eventos Climáticos, Risco e Seguros

Atualizado: 24 de mai.

À medida que os eventos climáticos extremos ocorrem, se tornando mais frequentes, muito setores da economia serão afetados. Os riscos aumentam.


Onde se encaixa seu negócio? No 1o artigo desta série, após as enchentes ocorridas em mai/24 no Rio Grande do Sul, comentamos sobre o agronegócio e inflação. Neste artigo focamos no setor de seguros.


Qual será o impacto no setor de seguros no Brasil? O evento do RS é considerado o maior incidente com sinistros* história do país.

Sinistro é quando um bem segurado é danificado, com perda parcial ou total

Eventos climáticos extermos e as seguradoras

(1) Qual a relevância do setor de seguros no Brasil?

O setor dos seguros tem crescido nos últimos anos no Brasil. Abrange vários segmentos, como danos, vida e previdência. Comparando com outros países, ainda tem bastante espaço para crescimento.


O mercado de seguros em 2023 representou em torno de 6% do PIB, tendo meta de atingir 10% do PIB nacional em 2030.


O relatório publicado em fev/24 pela SUSEP* indica crescimento de receitas de 9% em 2023 relação ao anterior.  Seguro de vida, por exemplo, foi impulsionado pela pandemia, demonstrando como eventos extremos impactam no setor.

SUSEP (Superintendência de Seguros Privados) é uma Autarquia vinculada ao Ministério da Fazenda, responsável pelo controle e fiscalização dos mercados de seguro, previdência privada aberta, capitalização e resseguro.

É provável que eventos climáticos extremos acelerem o processo de demanda de seguros. Por sua vez, podem impactar em mais sinistros, mudando o equilibro e aumentando o risco do setor e os preços dos seguros.

 

(2)    Os seguros se tornarão mais caros com os eventos climáticos?

O setor de seguros é baseado em análise de risco (probabilidade de ocorrência). A dificuldade de prever a frequência e a intensidade dos eventos climáticos, além de impactar em preços, podem tornar as seguradoras mais seletivas, deixando de oferecer cobertura para alguns setores e localizações.


Eventos raros (cisne negro) deixam de ser tão raros, mas continua difícil saber quando e onde vão acontecer e determinar o tamanho do impacto.


Nos Estados Unidos, por exemplo, já existem grandes seguradoras que pararam de oferecer seguros para residências na Califórnia, em função de prejuízos causados por incêndios florestais.


Segundo Roberto Campos, da Confederação Nacional de Seguros (CNSeg) em artigo do G1 de 11/mai/24, os seguros já encareceram nos últimos anos devido aos acontecimentos do clima, com tendência de continuar nos próximos anos, sendo um problema global. 


(3)    Qual o impacto financeiro de um evento climático de grande porte nas seguradoras?

Mudanças climáticas e eventos extremos em forte impacto nas seguradoras: enchentes, furacões, secas, incêndios florestais.


Enchentes, por ex, podem ter impacto significativo nos seguros de automóveis, residências e agronegócio.


(4) Será que as seguradoras no Brasil terão capacidade para honrar com estes sinistros do Rio Grande do Sul?

Para Roberto Campos da CNSeg, as seguradoras do Brasil estão bem-posicionadas e são fortes. Sendo o Brasil é um país grande, o risco está diversificado. Ainda não foi possível levantar os estragos do evento do Rio Grande do Sul e determinar os impactos financeiros.


Resumindo, as mudanças climáticas são uma ameaça a este setor, é preciso reavaliar riscos, buscar inovação e formas para se manter sustentável. Vamos acompanhar....


 

Fonte da Imagem: flood-concept-illustration by storyset on Freepik

 

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