top of page

Impacto do Pix no Cenário de Pagamentos do Brasil

  • Foto do escritor: FpM
    FpM
  • 13 de jun.
  • 3 min de leitura

Criado pelo Banco Central do Brasil em 2020, o Pix impactou o mercado financeiro ao permitir transferências instantâneas e gratuitas, reduzindo a necessidade de intermediários, com impacto significativo na inclusão da população no mercado financeiro formal.


O Relatório de Cidadania Financeira do Banco Central demonstra que, em 2024, o Brasil atingiu uma bancarização quase universal, com 96,4% da população adulta (175 milhões) possuindo uma conta bancária ou de pagamento. A população que ainda não mantém relacionamento ativo com instituições financeiras está concentrada em idosos e nas regiões Norte e Nordeste.


PAgamento digital - PIX


A adoção do Pix pela população transformou o ecossistema de pagamentos brasileiro de forma profunda.

  • Ao mesmo tempo, o mercado de cartões continuou crescendo em valores nominais.

  • Redução do dinheiro físico. Os saques em caixas eletrônicos despencaram, resultando em uma redução de cerca de 19% no número de terminais físicos (ATMs) no país.


Volume Nominal de Transações: Pix vs. Cartões

Crescimento do PIX e de cartões desde 2020

Fonte dos dados: Banco Central do Brasil - Meios de Pagamentos (Acesso em: 12/06/2026)


As 3 Principais Dinâmicas do Mercado de Pagamentos: PIX e Cartão de Crédito


1. O bolo cresceu para todo mundo (Volume Nominal)

De acordo com os dados do Banco Central, o mercado total de cartões (crédito, débito e pré-pago) continuou a crescer em termos nominais. O faturamento do setor ultrapassou a casa dos R$ 4 trilhões em 2025 (considerando operações efetivamente liquidadas).


  • Cartão de crédito continuou crescendo fortemente, sustentado pelo uso em compras parceladas, de maior valor, e pelo avanço das soluções por aproximação.

  • Cartão de Débito, individualmente, estagnou em ritmo de crescimento a partir de 2022, mas ainda manteve seu volume financeiro.


Volume Nominal de Cartão de Crédito, Débito e Pré-pago

Crescimento de volume em R$ de cartões desde 2020

Fonte dos dados: Banco Central do Brasil - Meios de Pagamentos (Acesso em: 12/06/2026)


2. Participação de Mercado (Share) é diferente de redução de volume (valores)

Em 2020, o volume de transações eletrônicas no Brasil era consideravelmente menor. Com a chegada do Pix, bilhões de transações que antes eram realizadas em dinheiro vivo (cash) migraram para o ecossistema digital. Com isso, o Pix assumiu a liderança isolada no mercado de pagamentos, ultrapassando a marca de 40% das transações de varejo.


Embora os cartões tenham perdido participação proporcional (share) devido à velocidade avassaladora do Pix, o valor absoluto transacionado por eles permaneceu expressivo e em crescimento.


3. Quem foi "canibalizado" de verdade até 2025?

O Pix atuou, essencialmente, como o substituto do papel-moeda. O volume financeiro e a quantidade de saques em caixas eletrônicos (ATMs) despencaram ano após ano. O recuo de quase 19% na quantidade de terminais físicos reflete a mudança cultural, onde o brasileiro deixou de andar com dinheiro na carteira.



Oportunidades e Riscos

O PIX continua a evoluir e ainda podem ocorrer muitas alterações no mercado de pagamentos, trazendo novas oportunidades e riscos para os envolvidos no ecossistema.


No momento em que escrevemos este artigo, voltou a pauta uma polêmica com os EUA, de jul/25, que alega concorrência desleal do PIX com as empresas que atuam no segmento, utilizando como um argumento para aumento de tarifas.


Mas vamos a um exemplo prático local.

A disponibilização do PIX automático e recorrente, a partir de 2026, pode substituir os débitos automáticos e boletos. Acreditamos que a adesão se concentrará entre aqueles que ainda não aderiram ao débito automático. Ou seja, o "bolo" crescerá como um todo, canibalizando o boleto.


Setores que se beneficiam de pagamentos recorrentes são serviços, como energia, assinaturas, escolas. Um outro benefício esperado para as empresas que aderem ao pagamento automático, seria a redução da inadimplência. Ou seja, os impactos vão muito além do setor de meios de pagamentos, e trazem oportunidadee e riscos para vários segmentos


E você?

Compartilhe com a gente se, no seu dia a dia, usa mais o Pix, cartões ou ambos?

Ainda costuma andar com dinheiro físico no bolso? Utiliza o débito automático ou pretende aderir a esta nova função do pix? Deixe seu comentário!



Fonte de dados, com acessos em 12/06/26

Meios de Pagamentos, Banco Central do Brasil.


Artigos anteriores sobre o PIX e Cartão de Crédito:

Programando Pagamentos: PIX...................17/05/25

Nexus, Pix Internacional................................16/09/22

Pix, Pagamento Instantaneo.........................17/09/20

Cartão de Crédito. Como Usar?...................26/04/22


Comentários


bottom of page