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Evolução da Governança

  • Foto do escritor: FpM
    FpM
  • 5 de set. de 2018
  • 3 min de leitura

Atualizado: há 3 dias

Um dos primeiros países a elaborar um código de melhores práticas de governança corporativa foi a Inglaterra, em 1992. Foi publicado o Código Cadbury, com foco nos conselhos de administração, em especial na responsabilidade dos conselheiros e em sua independência.


Em 1995 foi aprimorado pelo Comitê Greenbury, que incluiu a questão da remuneração dos administradores. Em 1998, o Comitê Hampel aprimorou e combinou os dois documentos, lançando o Combined Code, que relacionou a governança com a sustentabilidade da empresa no longo prazo. Desde sua divulgação, ele sofreu apenas duas alterações, em 2006 e 2008, e sua adoção passou a ser obrigatória a todas as empresas listadas na Bolsa de Londres.


Evolução da Governanças

Desde o lançamento do Código Cadbury, surgiram diversos códigos ao redor do mundo. Nos anos 1990, investidores institucionais lançaram códigos nos Estados Unidos que deveriam ser seguidos pelas empresas investidas. Em 1998, baseado no Código Hampel, foram publicados os princípios japoneses de governança corporativa – Corporate Governance Principles – A Japanese View.


O código sul-africano King Report, expedido pelo King Committee on Corporate Governance em 1994 e alterado duas vezes (em 2002 para se adequar à lei Sarbanes Oxley e em 2009) é bastante respeitado no mundo, uma vez que não se limita a questões financeiras e reguladoras, englobando as visões éticas, sociais e ambientais.


Em geral, atualmente temos códigos elaborados por países (Cadbury, Business Roundtable – EUA), propostas geradas por grandes investidores institucionais (Calpers, Previ, Petros) e códigos de empresas (General Motors, Petrobras etc).


Organismos internacionais multilaterais também possuem códigos, e entre eles destacamos o FMI, o Banco Mundial e a OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico). Em seus princípios de Governança Corporativa, a OCDE unificou e aprimorou e as principais práticas de governança existente em países, organismos multilaterais, empresas, investidores institucionais e outros stakeholders.


Seis princípios básicos norteiam o código da OCDE, que podem ser adaptados para qualquer país. São eles:

  • Assegurar base para enquadramento eficaz da governança corporativa – conformidade com o Estado de Direito, promovendo a transparência e eficiência nos mercados

  • Direitos dos acionistas

  • Tratamento equitativo dos acionistas

  • Reconhecimento dos direitos dos stakeholders (demais partes interessadas), visando à criação de valor e riqueza, emprego e sustentabilidade financeira da empresa

  • Divulgação de informações e transparência

  • Responsabilidade do Conselho de Administração


No Brasil, o primeiro código de melhores práticas de governança foi publicado pelo IBGC (Instituto Brasileiro de Governança Corporativa) em 1999. Esta versão focava nos conselhos de administração e conflitos de interesse e foi alterada em 2001 e 2004.


Atualização do IBGC é constante. A 5ª edição, lançada em 2015, englobou temas como propriedade, Conselho Fiscal, Auditoria, Órgãos de Fiscalização e Controle, Conduta e Conflitos de Interesse.


A 6ª edição, de agosto/23, foca na sustentabilidade, ética, integridade e geração de valor a longo prazo para todas as partes interessadas (stakeholders), não apenas sócios. Adota uma abordagem principiológica (mais flexível e menos rígida), adequada para empresas de diversos portes e naturezas. O documento está disponível no portal do conhecimento do IBGC.


Também destacamos no Brasil os códigos de governança lançados por grandes empresas públicas e privadas, setor bancário, órgãos reguladores.


Como vemos, a governança corporativa já faz parte da cultura organizacional de diversos países e com a globalização será cada vez mais importante que as empresas sigam seus princípios, adaptando-os à sua realidade.


Você já pensou no tema para sua empresa?

Fonte da Imagem: Governança pelo mundo

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