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O Novo Formato da DRE em 2027: Impacto da IFRS18

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    Ness Consultoria
  • há 22 horas
  • 3 min de leitura

A Demonstração do Resultado do Exercício (DRE), um dos relatórios mais consultadas por investidores, analistas e gestores, vai mudar de formato a partir de jan/27. Para quem trabalha com controladoria ou finanças corporativas, entender essas mudanças é essencial.


Embora o Brasil siga o padrão internacional (IFRS) de contabilidade desde as reformas da Lei das S.A. em 2007, a antiga norma dava liberdade para cada empresa organizar suas contas de receitas e despesas.


Para acabar com a falta de padronização e facilitar a comparabilidade, o comitê internacional publicou o IFRS 18 em abril/24. No mercado brasileiro, a regra foi traduzida como a norma NBC TG 51 e passa a ser obrigatória a partir de 01/jan/27, exigindo adaptação dos sistemas e relatórios gerenciais da empresas que se enquadram na nova norma.


Estrutura do DRE para empresas impacatadas pelo IFRS 18. Obrigatória a partir de jan/27

Porte e perfil das empresas que se enquadram na norma (Escopo de Obrigação)

A nova regra não afeta todas as empresas. Se enquadram:

  • Companhias Abertas. Qualquer empresa que tenha ações ou títulos negociados na Bolsa de Valores (B3), independentemente do tamanho ou faturamento.

  • Empresas de Grande Porte (Capital Fechado). As Sociedades que, mesmo não tendo ações na Bolsa, possuem no ano anterior um ativo total superior a R$ 240 milhões OU uma receita bruta anual superior a R$ 300 milhões.

  • Entidades Reguladas como grandes fundos de investimento, bancos e seguradoras.


Ficam de fora as microempresas, pequenas empresas e a maioria das médias empresas, como aquelas que optam pelo Simples Nacional ou Lucro Presumido. Estas continuam seguindo normas simplificadas e específicas para PMEs, ficando dispensadas dessa mudança na DRE por enquanto.


A nova estrutura do DRE

Para as organizações obrigadas, a regra elimina a liberdade de organização. O IFRS 18 introduz 3 novas categorias* (Operacional, Investimento e Financiamento), que se somam às duas já existentes sem mudanças (Tributos e Operações Descontinuadas), totalizando 5 categorias.

Categorias em muitos textos são chamados de "gavetas".

  1. Categoria Operacional, que centraliza o resultado gerado estritamente pela atividade-fim da empresa.

  2. Categoria Investimento, que separa os retornos de ativos mantidos de forma independente da operação principal (como o aluguel recebido de um imóvel próprio, resultados de participações societárias, venda de ativos de longo prazo, etc.).

  3. Categoria Financiamento, que registra os custos de juros de empréstimos, financiamentos e passivos de arrendamento obtidos pela empresa para se financiar.


Um ganho técnico da nova estrutura é que o Lucro Operacional passa a ser um subtotal obrigatório e igual para todos. A norma exige subtotais padronizados.


Regra de alocação das categorias por tipo de negócio

O conteúdo de cada categoria muda de acordo com o modelo de negócio da empresa.

  • Empresas Comerciais e Industriais seguem a lógica tradicional. Vendas entram na categoria operacional, aluguel recebido entra em investimento e juros pagos entram em financiamento.

  • Bancos e Instituições Financeiras os juros cobrados dos clientes saem da categoria financeira e entram direto na categoria operacional, pois o negócio é "emprestar dinheiro". Da mesma forma, os juros pagos aos correntistas (captação) viram despesa operacional.

  • Holdings e Empresas de Participação os dividendos e retornos recebidos dessas participações deixam de ser "investimento" e passam a preencher a categoria operacional, pois o foco é gerenciar outras empresas


Impactos na Controladoria e Benefícios esperados da mudança

Para a área de controladoria, a transição é o momento de adaptar o plano de contas, os manuais de contabilidade, adequar os relátorios gerenciais, treinar as equipes e garantir que a reclassificação das contas respeite a essência sobre a forma.


Mais do que uma mudança técnica, o novo DRE representa um avanço na transparência e comparabilidade dos resultados.


Impacto em empresas de médio e menor porte

É recomendado adaptar o relatório, independente da obrigatoriedade legal. A DRE mais transparente ajudar atrair investidores, obter crédito em grandes bancos ou melhorar sua governança.


E você? Já está adaptando para o novo modelo? Conte conosco nesta jornada.

Fonte da Imagem: WIX

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