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Entendendo Fundos de Inflação

Atualizado: 26 de nov. de 2021

A preocupação e atenção com aplicação financeira redobra em tempos de inflação, afinal é preciso manter o poder de compra e viabilizar projetos de longo prazo. Existem produtos financeiros que visam proteger e até rentabilizar acima da inflação.


A maior parte das alternativas são indexadas à inflação medida pelo IPCA (índice nacional de preços ao consumidor amplo), que é calculada pelo IBGE, considerado o índice oficial do governo. Podem ser encontrados produtos com outros índices de indexação como Taxa SELIC, CDI, sendo atualmente raros com IGPM.


São vários produtos indexados a inflação. Neste artigo focamos em fundos de inflação.

1. Títulos do Tesouro indexados ao IPCA (NTN-B)

2. Fundos de Inflação

3. Debêntures

4. Fundos Imobiliários

5. ETFs de Renda Fixa


Investimentos em Fundos de Inflação
Como manter o poder de compra? Como funcionam os Fundos de Inflação?

Os fundos de inflação são compostos por uma cesta de títulos indexados à inflação, que não se limita aos títulos do tesouro, podem conter debêntures e fundos imobiliários. É preciso ler o prospecto de sua composição antes de aplicar.


Apesar de serem classificados como renda fixa, por terem o modelo de remuneração dos títulos que compõem a carteira definidos na contratação, não são recomendados para formar reserva de emergência pois sofrem oscilações do mercado até o seu vencimento. Como assim?

Os títulos públicos quando levados até o vencimento tem o ganho garantido. No meio do caminho existem oscilações, são as marcações a mercado. Se um investidor comprou um título com rendimento de 5,0% ao ano e os novos oferecidos passaram para 3,0%, o mercado reage valorizando o antigo por ter valor superior ao que está oferecido no novo. Ou seja, quando a expectativa de juros cai, os títulos que pagam valor maior tendem a se valorizar, e vice-versa.

Os títulos desta categoria, portanto, são indicados para o investidor de médio/longo prazo, aquele que deseja gerar poupança para projetos futuros, o que inclui desde a compra da casa própria e, até mesmo, aposentadoria.


 

O investidor vai encontrar no mercado com várias nomenclaturas, como Juros Reais, IMA-B, Inflação Curta, Inflação Longa.


Para entender melhor, vamos nos familiarizar com o termo IMA (índice de Mercado Anbima) que é referência para os investimentos em renda fixa.

O IMA é um índice formado por uma carteira de títulos da dívida pública brasileira, representa o preço de mercado. O IMA contem subíndices, entre eles o IMA-B.

IMA-B (Índice de Mercado Anbima – série B) representa um conjunto de títulos públicos que são indexados à inflação medida pelo IPCA. Os títulos que formam o índice são NTN-Bs (Notas do Tesouro Nacional - Série B) também chamados Tesouro IPCA+ com vários vencimentos.


IMA-B se divide em 4 categorias diferenciadas pelo prazo de vencimento dos papeis:

  • IMA-B contem todos os vencimentos

  • IMA-B5 com vencimento até 5 anos, seria a inflação curta

  • IMA-B5+ contem papeis com vencimento superior a 5 anos

  • IMA-B5P2, semelhante ao IMA-B5, criado para atender os ETFs, contem mecanismo de controle de prazo (PMR - Prazo Médio de Repactuação)

 

Afinal, vale a pena investir em fundos de inflação? Se trata de mais opção de investimentos a ser avaliada na montagem do portfolio.

Se informe bastante antes de decidir onde alocar suas aplicações. Leia a lâmina de informação e regulamento dos produtos oferecidos.

É recomendado diversificar com fundos de estratégia diferentes. O assunto é complexo, pois existem muitas alternativas e variáveis. Não tenha vergonha de perguntar. Se sentir insegurança busque um profissional da área isento para trocar ideias.


 

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Fonte da Imagem: Freepik

 

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